6a. edição do Startup Weekend Lages

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Você quer inovar mas fica com medo, achando que não é para você, que isso é coisa só da galera da tecnologia? Preciso te dizer que isso é uma grande desculpa.

Essa foi a primeira vez como mentora no SW Lages. Eu já tinha mentorado outros projetos no formato imersão alucinante em inovação, mas no SW foi inesquecível. Quer saber por que?

O tema dessa edição deixa claro o propósito do evento quebrando essa objeção achar desculpar para inovar em forma de slogan, confere que legal! o difícil é começar”.

Isso mesmo! O maior obstáculo para quem quer inovar é começar. Assim que experimentar,  testar e construir os primeiros resultados, não há como voltar ao que se pensava antes porque os padrões se rompem.  É aqui que tudo acontece.

Como tudo na vida existem os desafios, alguns chamam de erros, eu chamo de aprendizados de ouro, porque só chegando até essa fase, você teria clareza que precisa ajustar a rota. No evento não foi diferente!

De cara, no primeiro dia,  uma sexta-feira 13 e oficialmente os primeiros impactos do corona vírus em SC. Recebemos os protocolos de prevenção e os combinamos para prevenção e cuidado de todos.  Momento de unir forças do coletivo para proteção de cada indivíduo.

Para aliviar a tensão e iniciar oficialmente o evento facilitado pela incrível Luisa, que trouxe dinâmicas de brainstorming das ideias, liderou a organização das equipes e segurou o povo no auditório para a surpresinha que a organização preparou.

Sim teve diversão também, mentores e organização estavam usando máscaras de Jason. Foi sinistramente engraçado para marcar a experiência dos participantes no mundo da inovação.

Sábado, segundo dia de evento e na minha opinião o mais intenso. Dia que os cérebros funcionam a todo vapor até pifarem em busca da validação do problema.

Óh vida! Óh céus!!!

O problema de projeto é um grande problema!!!!

Sabe porque?

Rompemos com a lógica padrão de desenvolvimento do mercado usando uma metodologia que investiga o que os usuários desejam, ou seja, de um modo geral quem no final das contas vai comprar a solução. É nessa fase que os grupos vão a campo para conversar com as pessoas sobre seus problemas reais.

O processo para conversar com as pessoas em campo segue o roteiro de pesquisa criado pelos grupos para encontrar respostas, avaliar, ajustar e redefinir. Quanto mais investigativa são as informações qualitativas e quantitativas, mais clara fica a relevância daquele problema encontrado.  Se a resposta encontrada não for relevante, ocorre o que chamamos de PIVOTAR, ou seja, retorna ao começo da pesquisa para redefinir o problema.

Por isso o tempo foi perdido? Certamente que não. Pelo contrário, há tempo de ganho porque esse caminho não ia trazer retorno algum. Já parou para pensar quantas empresas tem uma ideia e saem projetando sem falar com o seu público?

Nem tudo vai dar certo de cara e aprender a lidar com as emoções, com as frustração, saber liderar a equipe e acima de tudo se comunicar com respeito nos momentos difíceis é o que gera uma grande sinergia na equipe.

Vi em uma postagem de uma participante sobre as diferentes emoções que todos passaram nesses 3 dias. Concordo com ela que só quem participou sabe os sentimentos individuais e coletivos de cada equipe.  Resolver o problema exigiu empatia, colaboração, respeito e comunicação das equipes muito mais do que ter uma ideia brilhante como solução. Essa etapa do problema com certeza foi o maior desafio dos grupos.

Redirecionar a rota é amadurecer o problema, é focar naquilo que as pessoas querem e desapegar do que elas já te disseram que não querem. Não perca tempo. Junte os cacos e recomece. Esse é o segredo de um evento como o Startup Weekend. É isso que diferencia todo o processo de inovação. Superar as dificuldades e não desistir.

Problemas validados, a próxima fase foi a busca da solução. Particularmente, como designer, é minha parte favorita.  Não existe ideia maluca, tudo pode ser criado, transformado ou reprocessado, não é mesmo? Momento de olhar para o problema e propor ideias, co criar e transformar em uma proposta de valor capaz de oferecer soluções de impacto, atrativas, desejáveis e capazes de serem consumidas por seus clientes.

Todo projeto precisa sair do papel, por isso ele passa por brainstorming, pesquisa de concorrência e tendências, criação da proposta de valor e os participantes precisam transpirar ainda mais em busca de soluções  para criarem o modelo de negócios. Afinal de contas, inovar requer rentabilizar e de preferência algo escalável.

Depois que o projeto sai do papel em forma de protótipo, é o momento de apresentar os primeiros resultados para os jurados. Esse é o segundo momento de choque dos participantes. A exposição, a argumentação e a venda de algo que está sendo construído.

Vi, senti e Sabe aquele frio na barriga, aquele corpo e voz que treme por todo corpo e ao mesmo tempo o coração bate no ritmo da oportunidade perfeita para levar aquela ideia adiante? Pois é, eu entendo.

Ainda bem, que há a preparação dos pré-pitchs. Para testar e ajustar antes do momento mais esperado do evento. Fico pensando em quantos pitchs realizamos no dia a dia e que eles podem melhorar nossos resultados apenas com uma organização prévia.

Me vi nos pitchers (os escolhidos para vender a solução para a banca) no pré-pitch é uma mistura de sentimentos e quando acha que engrenou na apresentação o tempo acabou.

Meu papel nesse momento foi apoiar as equipes e orientar a melhoria do discurso de venda do projeto em desenvolvimento porque sem um discurso organizado e estruturado tudo pode ir por água abaixo.

Sabe o que trava as pessoas nessas horas? Os medos e inseguranças com a exposição justamente na hora no de mostrar a melhor comunicação, a melhor argumentação e o melhor controle das emoções diante os jurados para se destacar e vender!

Com as equipes orientadas e produzindo a todo vapor, chega o momento que me despeço do grupo com o coração na mão rumo à Floripa. De um lado, queria ver o desfecho até o final com os jurados externos e vibrar com cada um deles por seus resultados e conquistas.

Com o sentimento de dever cumprido, de ter dado o meu máximo pelas equipes, dou um até logo cheia de emoção de ter construído conexões valiosas com pessoas que querem fazer a diferença inovando no mundo.

De volta ao lar, retomo tudo o que aconteceu e me desafio com a mesma intensidade do evento. Eu também aprendi e cresci muito com vocês nesse intensivo. A semana começou diferente, mesmo com toda as mudanças no cenário mundial, me mantive e me mantenho otimista porque a solução dos problemas no mundo está nas mãos de quem vai atrás para fazer a diferença, assim como todos os participantes do SW Lages.

E te digo, você empreendedor se ainda não viveu uma imersão intensa e alucinante no mundo da inovação, desafie-se e experimente. Você se transforma, inova e ainda se conecta com um monte de gente incrível.

Eu mesma, cheguei em Lages sem conhecer ninguém e muito menos a cidade. Coloquei esse como o meu primeiro desafio. Conhecer pessoas e criar novos relacionamento.  Para a minha felicidade, recebi um acolhimento tão incrível que parecia que estava chegando “em casa”. Mentores, organização e participantes abertos para criar novas conexões e que galera fantástica!

Simplesmente amei conviver com essa equipe cada um com suas experiências incríveis. E a organização? Uns queridos prontos para apoiar, orientar e alimentar. Sim, sempre atentos aos horários para garantir que todos estavam sendo bem cuidados. E os participantes foram verdadeiros heróis. Vocês foram demais. Vocês cresceram muito como grupo. Essa com certeza é a maior vitória.

Créditos das fotos: SW Lages https://www.instagram.com/swlages/

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